Tantos são os olhos 
Facinados pela cegueira 
Caminhando pela calçada
Sem pretensão de nada 
A pastilha de menta te acalma a garganta 
Internado em cortinas empoeiradas 
Cospi os tapinhas milindrosos em seus ombros 
A velocidade, cor de carne 
A falsidade uniforme 
Sim, seus dentes doem 
E lembram te, de quanto custa mastigar 
Obrigado pelo cigarro 
Mais no fundo ainda 
A incompreensão das lacunas sociais 
Do teu próprio ego sociológico
É síntese de um fósforo riscado 
Falhas mais uma vez como pigarro
Motivo de piada, sem esforço
Contas ao entorno 
E esse mesmo és teu calvário 
Como definir o sopro 
Sabes bem do sufoco 
E no findar dos embrolios 
Tens medo de seres rejeitado...


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